As implicações da automedicação para os brasileiros e para o Sistema de Saúde Pública (SUS)

Textos Motivadores


I.
A automedicação é uma prática caracterizada fundamentalmente pela   iniciativa de um doente, ou de seu responsável, em utilizar um medicamento   sem prescrição médica para tratamento de alguma doença ou alívio de sintomas.   Muitas vezes, a correta orientação médica é substituída inadvertidamente por   sugestões entre familiares, amigos ou até por conta própria. Além disso,   utilizar medicamentos prescritos para tratamento pontual de forma contínua,   também se caracteriza como forma de automedicação. Neste sentido, é   importante salientar que nesta prática muitas vezes os riscos superam os   benefícios.
Os medicamentos são a principal causa de intoxicação no Brasil,   segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas   (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz, ficando à frente de produtos de limpeza,   agrotóxicos e alimentos danificados. Além do impacto sobre a vida humana, as   reações adversas a medicamentos também influenciam significativamente nos   custos despendidos com saúde. De acordo com dados da Organização Mundial da   Saúde (OMS), os hospitais gastam entre 15% a 20% de seus orçamentos para   lidar com as complicações causadas pela automedicação, caracterizando um   problema de saúde pública.
Disponível em: http://blog.saude.mg.gov.br/2020/05/04/uso-racional-de-medicamentos-riscos-da-automedicacao/




II.
Dr. Google e seus bilhões de pacientes

Regina Elizabeth Bisaglia, em mais uma consulta de rotina, indicava ao paciente a melhor maneira de cuidar da pressão. Ao mesmo tempo, observava a expressão introspectiva do homem a sua frente. A cardiologista não entendia ao certo a desconfiança em seu olhar, mas começava a presumir o motivo. Logo, entenderia o porquê.
Depois de uma explicação um pouco mais técnica, o senhor abriu um sorriso e o olhar tornou-se mais afável. A médica acabara de falar o que o paciente queria ouvir e, por isso, passava a ser merecedora de sua confiança.


“Entendi. O senhor andou consultando o doutor Google, certo?”, disse, de modo espirituoso, Bisaglia.
A médica atesta: muitas vezes os pacientes chegam ao consultório com o diagnóstico já pronto e buscam apenas uma confirmação. Ou mais: vão ao médico dispostos a testar e aprovar (ou não) o especialista.
“Não adianta os médicos reclamarem. Os pacientes vão à internet pesquisar e isso é um caminho sem volta.

 

“Há momentos em que o paciente não confia no que o médico diz ou se faz de desentendido. Nessas horas, é muito importante que ele perceba que existem mais pessoas falando a mesma coisa e passando pelo mesmo problema e que, portanto, é fundamental se cuidar. Nada melhor do que a conversa na rede para isso”, completa a médica.
CAMELO, Thiago.
Disponível em: < https://brainly.com.br/tarefa/38825071   >.Adaptado.


III.


A internet e as mídias sociais ajudam a otimizar o nosso dia a dia, mas   também potencializam o imediatismo inerente a todos nós. Com o avanço das tecnologias, vivemos atualmente em um mundo globalizado. Recebemos a todo momento uma enxurrada de informações de inúmeras fontes e estamos sempre conectados, em smartphones, computadores ou tablets.
Também precisamos ser rápidos em compreender e responder essas informações. Tudo tem que ser imediato, feito agora, no presente. Parece que ninguém sabe mais esperar; a paciência   tornou-se algo raro. Esse padrão de comportamento, chamado de cultura do imediatismo, mudou a forma como nos   relacionamos com o tempo, que deixou de ser linear.
O ser humano sempre quis tudo para agora. Antes éramos ensinados e obrigados a esperar porque tudo acontecia mais devagar. Com o advento da internet e das mídias sociais, tudo começou a se resolver rapidamente e ficamos mal-acostumados.
Disponível em: < https://escoladainteligencia.com.br/blog/cultura-do-imediatismo-tudo-ao-mesmo-tempo-e-agora/>.




Proposta de Redação
A partir da leitura dos textos motivadores e com base na reflexão que propiciam a respeito dosposicionamentos apresentados,   produza, na norma-padrão da língua portuguesa, uma dissertação argumentativa sobre o tema As implicações da automedicação para os brasileiros e para o Sistema de Saúde Pública (SUS), apresentando medidas de conscientização e prevenção dessa prática por parte dos cidadãos.

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